7 dias
35
12+
Inglês
Chegada ao aeroporto de Calama e início de uma travessia que parece levar a outro planeta: rumo ao mítico Deserto do Atacama, onde o silêncio tem peso, o horizonte não tem fim e o céu parece mais próximo da Terra.
O trajeto até San Pedro de Atacama, pequeno oásis cultural em meio à aridez extrema, já antecipa a grandiosidade do cenário: montanhas azuladas, crateras naturais e planícies semeadas de sal compõem uma paisagem que desafia qualquer descrição.
Na parte da tarde, embarcamos para uma das experiências mais memoráveis da viagem: a visita ao impressionante Valle de la Luna. Localizado no coração da Cordilheira do Sal, este santuário natural da Reserva Nacional Los Flamencos é um espetáculo esculpido com paciência milenar pelo vento, sal e tempo.
Entre crateras fossilizadas, dunas onduladas e formações rochosas como o Anfiteatro e as Três Marías, cada passo revela um cenário diferente, ora mineral, ora poético — como se estivéssemos pisando na superfície da Lua.
Encerramos o dia no Mirante Kari, onde o pôr do sol desenha no céu e nas montanhas uma sinfonia de cores: tons dourados, lilases e rosados dançam sobre as rochas, criando uma atmosfera de encantamento absoluto.
É o tipo de beleza que não apenas se vê — mas que se sente com todos os sentidos.
Hospedagem.
Após o café da manhã, começamos uma das jornadas mais sublimes por entre os tesouros naturais do Altiplano Chileno, onde o tempo parece suspenso e a natureza revela seus contrastes mais primitivos e poéticos.
Nossa primeira parada será em Toconao, um vilarejo andino que preserva com orgulho sua arquitetura em pedra liparita, extraída das colinas vizinhas. Caminhar por suas ruelas silenciosas é mergulhar em séculos de tradição; ali, o tempo flui devagar, e é possível ver os artesãos tecendo lã com destreza ancestral. Sua igreja de 1744, construída com adobe e madeira de cacto, foi declarada Monumento Nacional — e exala espiritualidade e autenticidade em cada detalhe.
Seguimos então para o majestoso Salar de Atacama, um dos maiores e mais surreais do planeta, onde o branco do sal seco se funde com o azul profundo do céu. Neste cenário de pureza absoluta, repousa a Laguna Chaxa, espelho d’água esculpido em crostas salinas, onde habitam as três espécies de flamingos que existem no Chile — James, Andino e Chileno —, que deslizam com graça sobre a superfície imóvel, transformando o silêncio em poesia viva.
Ascendemos então pelas ladeiras do deserto até o povoado de Socaire, guardião de antigas tradições agrícolas e com uma igreja singela que contempla os vulcões como um altar natural.
Após uma pausa para o almoço, seguimos rumo ao ponto mais alto do dia: as Lagunas Altiplânicas Miscanti e Miñiques, localizadas a mais de 4.500 metros de altitude. Diante de suas águas profundas, envoltas por montanhas vulcânicas e encostas coloridas de minerais, o visitante se vê diminuído diante da grandeza do mundo natural. A vegetação rala, os guanacos silvestres e o silêncio cortante criam uma atmosfera sagrada — um verdadeiro santuário andino.
Retorno ao hotel em San Pedro de Atacama.
Hospedagem.
Ainda antes do amanhecer, partimos em direção ao coração da Cordilheira dos Andes para vivenciar um dos espetáculos naturais mais impressionantes do Deserto do Atacama: os Geysers del Tatio.
Atravessamos cerca de 70 km por estradas de terra e silêncio absoluto, ganhando altitude até atingir mais de 4.300 metros acima do nível do mar. À medida que nos aproximamos do campo geotérmico, a paisagem se transforma: a escuridão começa a ceder lugar aos primeiros tons dourados do dia, enquanto colunas de vapor se erguem lentamente da terra, como se o próprio planeta estivesse despertando.
O nome "El Tatio", que em língua Kunza significa “o avô que chora”, remete à ancestralidade e à força telúrica desse lugar sagrado. É o maior campo geotérmico da América do Sul e o terceiro maior do mundo, com dezenas de fumarolas, piscinas borbulhantes e gêiseres que alcançam até 50 metros de altura, aquecidos por câmaras de magma ocultas sob as montanhas.
No auge desse cenário surreal, em meio ao vapor e às sombras alongadas da manhã, será servido um café da manhã preparado no local, enquanto os primeiros raios de sol douram o deserto e tingem os picos andinos ao redor.
Tempo livre para explorar a região e absorver a imensidão silenciosa que habita esse ambiente extremo, onde a natureza pulsa com força primeva.
Retorno ao hotel em San Pedro de Atacama.
Hospedagem.
Após o café da manhã, inicia-se uma travessia épica rumo ao coração do Altiplano Boliviano, em uma jornada que parece rasgar as fronteiras da realidade.
Deixamos San Pedro de Atacama em direção ao posto de fronteira de Hito Cajón, ponto de entrada para o deslumbrante Parque Nacional Eduardo Avaroa, onde paisagens de outro mundo se alternam em um espetáculo de luz, cor e silêncio.
A primeira parada será na enigmática Laguna Verde, situada aos pés do Vulcão Licancabur. Sua coloração esmeralda muda de tom com o vento, resultado de minerais suspensos e da intensa alcalinidade de suas águas.
Seguimos pelo surreal Deserto Salvador Dalí, onde formações rochosas solitárias em meio ao vazio evocam as paisagens oníricas do pintor catalão.
Continuamos até as Fontes Termais de Polques, cujas águas fumegantes contrastam com o frio cortante da altitude, e aos impressionantes Gêiseres Sol de Mañana, campo geotérmico de lama borbulhante e colunas de vapor que lembram as entranhas vivas da Terra.
Mais adiante, surge a Laguna Colorada, talvez a mais impactante do dia — um espelho d’água avermelhado por sedimentos e algas microscópicas, povoado por centenas de flamingos que caminham em sincronia sobre a superfície reflexiva. É um cenário que paralisa o tempo e hipnotiza o olhar.
No caminho, contemplamos também a Árvore de Pedra, escultura natural esculpida pelo vento em pleno deserto, e as lagoas andinas Honda e Charcota, de tons intensos e silêncios profundos.
No fim da tarde, chegada ao Eco-Hotel Los Flamencos, onde nos hospedamos diante da lagoa. Após a acomodação, caminhadas ao entardecer permitem observar a poucos metros as três espécies de flamingos altiplânicos em sua dança serena, sob uma luz dourada que parece surgir de dentro da própria paisagem.
Hospedagem.
Após o café da manhã, seguimos viagem pelas profundezas do Altiplano Boliviano, onde cada curva do caminho revela um novo quadro de silêncios ancestrais e paisagens em estado puro.
A primeira parada será na delicada Laguna Cañapa, espelho d’água de tons esmeralda e turquesa, rodeado por colinas áridas e lar de flamingos que deslizam com elegância sobre as águas calmas.
Em seguida, faremos uma pausa no mirante do Vulcão Ollagüe, ainda ativo, com colunas discretas de fumaça escapando de sua cratera. O contraste entre o céu azul, os desertos ocres e o branco das crateras nevadas forma uma paleta impressionante.
A travessia nos leva ao misterioso Valle de las Rocas, um labirinto natural de blocos gigantes esculpidos pelo vento durante séculos — pedras com formas surreais que evocam animais, rostos e lendas.
Adentramos, então, o universo autêntico dos pueblos altiplânicos, como Culpina K e a vila de San Cristóbal, cuja igreja colonial de pedra foi restaurada pedra por pedra após a transferência do vilarejo, em uma impressionante preservação cultural.
Ao final da tarde, já nos arredores de Uyuni, visitamos o melancólico e fascinante Cemitério de Trens, onde locomotivas do século XIX, corroídas pelo tempo e pelo sal, repousam como esculturas de ferro no deserto — uma elegia industrial de outro século.
Seguimos até as margens do Salar de Uyuni para viver um momento mágico: o pôr do sol sobre o salar, acompanhado de um coquetel de boas-vindas com folhas de coca. À medida que o céu se inflama de cores, o sal branco espelhado transforma a paisagem em um teatro de ilusões infinitas.
Hospedagem em Colchani.
Após o café da manhã, começamos uma das experiências mais icônicas da América do Sul: a travessia do Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo, com mais de 10 mil km² de beleza surreal.
Visitamos a comunidade indígena de Colchani, onde observamos o processo artesanal de extração e refino do sal iodado, preservado com técnicas ancestrais.
Em seguida, adentramos o coração do salar, um oceano branco infinito que, na temporada de chuvas, transforma-se em um espelho celestial. Os montes de sal se erguem como pirâmides sobre o lago cristalino, e as miragens se multiplicam, dissolvendo a linha entre céu e terra.
Durante o percurso, faremos fotos em perspectiva — uma brincadeira visual que o salar permite como nenhum outro lugar no planeta.
Com o clima favorável, avançamos até o simbólico Museu de Sal, uma antiga hospedaria feita inteiramente de blocos de sal, e onde esculturas eternizam a alma da região.
O almoço será servido ao ar livre, em meio à vastidão branca, criando uma atmosfera única de silêncio absoluto e beleza sem contorno.
Ao final do dia, seguimos em direção a Uyuni, com as últimas imagens do salar gravadas na memória como uma pintura viva de outro mundo.
Hospedagem.
Após o café da manhã, despedimo-nos do altiplano boliviano iniciando o retorno em direção ao Deserto do Atacama, atravessando uma última vez as paisagens vastas, silenciosas e encantadoras da Bolívia profunda.
Durante o trajeto rumo ao sul, cruzamos aldeias remotas e autênticas, onde o tempo parece ter parado e a vida pulsa em sintonia com o vento, os vulcões e o céu aberto. São povoados que mantêm vivas as tradições dos povos andinos, guardando com simplicidade e dignidade a alma altiplânica.
Chegamos à fronteira de Hito Cajón, onde realizamos os trâmites e trocamos para um veículo chileno. Atravessar novamente a imensidão do deserto, agora em direção a San Pedro de Atacama, é como voltar de um sonho em que o tempo e a geografia perderam suas regras.
Após aproximadamente uma hora e meia de viagem, chegada a San Pedro e traslado imediato ao aeroporto de Calama para embarque em voo de retorno ao Brasil.
Fim dos nossos serviços.
San Pedro de Atacama:
Hotel Cumbres Atacama (Quarto Superior) ⭐⭐⭐⭐ ou similar
Hotel Casa Don Tomás (Quarto Standard) ⭐⭐⭐⭐ ou similar
Uyuni:
Los Flamencos Eco-hotel ⭐⭐⭐ ou similar
Luna Salada ⭐⭐⭐⭐ ou similar
● Início em San Pedro de Atacama: todos os dias até 28/fevereiro/2026
A partir de
USD 4.012 por pessoa em duplo (de 03/janeiro a 19/dezembro/2025)
● Visto para o Chile: Passageiros brasileiros não precisam de visto.
● Visto para a Bolívia: Passageiros brasileiros não precisam de visto.
● Vacinas para o Chile: Não há vacinas obrigatórias.
● Vacinas para a Bolívia: Obrigatória a apresentação do Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela.
● Passaporte: Não é obrigatório para passageiros brasileiros, que podem entrar portando somente a carteira de identidade (de Órgão Oficial com foto recente).
● Feriados: Tarifas não válidas para períodos de feriados, eventos e datas comemorativas. Favor consultar preços.
● Traslado Noturno: Para voos chegando entre 20h e 6h, haverá suplemento de traslado a pagar. Consulte-nos.
● Valores: Preços por pessoa em dólares norte-americanos, somente parte terrestre.
● Os valores de duplo são cotados em base apartamento matrimonial (1 cama de casal). O apartamento twin em todos os hotéis é sujeito a disponibilidade e pode ter um valor adicional a pagar.